sexta-feira, 23 de outubro de 2026
SAÚDE

Hidratação no calor em Mato Grosso: como evitar a desidratação nos dias quentes

A hidratação no calor em Mato Grosso exige atenção redobrada. Veja quanto beber, quais bebidas priorizar, quem precisa de mais cuidados e quando procurar atendimento médico.

A hidratação no calor em Mato Grosso precisa fazer parte da rotina, especialmente nos períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e maior exposição ao sol. O calor aumenta a perda de líquidos pelo suor e pode favorecer quadros que vão de mal-estar e dor de cabeça à desidratação grave e à insolação.

Para reduzir os riscos, a principal orientação é beber água ao longo do dia, sem esperar o aparecimento da sede. Também é importante adaptar a rotina, evitar esforços nos horários mais quentes, usar roupas leves e observar com atenção crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores que permanecem ao ar livre.

O Ministério da Saúde recomenda a ingestão frequente de líquidos durante ondas de calor e reforça que a sede nem sempre aparece antes da desidratação, principalmente entre pessoas mais vulneráveis.

Por que o calor aumenta a necessidade de hidratação

O organismo utiliza a transpiração para controlar a temperatura corporal. Quando o ambiente está muito quente, o corpo pode produzir mais suor e perder água e sais minerais. Se essa reposição não ocorre de forma adequada, surgem sinais como sede intensa, boca seca, fraqueza, tontura e redução da urina.

Em Mato Grosso, períodos de calor intenso podem ocorrer associados a tempo seco. A combinação de temperatura elevada e baixa umidade favorece o ressecamento das mucosas, aumenta o desconforto respiratório e pode acelerar a perda de líquidos, sobretudo durante atividades físicas ou trabalhos realizados sob o sol.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulga previsões, alertas e informações sobre temperatura e umidade do ar. Consultar esses dados ajuda a planejar deslocamentos, exercícios e atividades profissionais nos dias de maior calor.

Quanto beber de água durante os dias quentes

Não existe uma quantidade única que sirva para todas as pessoas. A necessidade varia conforme idade, peso, alimentação, atividade física, temperatura, umidade do ar, gravidez, doenças existentes e uso de medicamentos.

Como referência geral para períodos de calor, o Ministério da Saúde informa, em materiais de orientação à população, a recomendação mínima de cerca de 2 litros de água ou líquidos sem álcool por dia. Esse valor não deve ser interpretado como uma prescrição individual. Quem transpira muito, pratica exercícios, trabalha ao ar livre ou apresenta episódios de vômito e diarreia pode precisar de uma avaliação específica.

O mais seguro é distribuir o consumo ao longo do dia. Em vez de beber grande volume de uma só vez, mantenha uma garrafa por perto e faça pequenas ingestões em intervalos regulares. Também é útil beber água antes de sair, durante a atividade e depois de retornar para um ambiente fresco.

Pessoas com insuficiência cardíaca, doença renal, doença hepática ou outras condições que exigem controle de líquidos devem seguir a orientação do médico. Nesses casos, aumentar a ingestão por conta própria pode ser inadequado.

Água é a melhor escolha

A água deve ser a principal bebida para a hidratação cotidiana. Ela pode ser consumida em temperatura natural ou gelada, de acordo com a preferência de cada pessoa. Sucos naturais sem excesso de açúcar, leite e água de coco também podem contribuir para a ingestão de líquidos, mas não substituem necessariamente toda a água consumida no dia.

Em dias quentes, é recomendável limitar bebidas alcoólicas, pois o álcool pode prejudicar a percepção dos sinais do corpo e favorecer a perda de líquidos. Refrigerantes e bebidas muito açucaradas também não são a melhor opção para manter a hidratação, especialmente quando consumidos no lugar da água.

Bebidas esportivas e reposições com eletrólitos não são necessárias para todas as pessoas. Em geral, podem ser consideradas em situações específicas, como exercícios prolongados e intensos, mas o uso deve levar em conta a atividade realizada, as condições de saúde e a orientação de um profissional.

Quando há diarreia ou vômitos, a reposição de água e sais minerais deve seguir orientação de saúde. O Ministério da Saúde orienta o uso de solução de reidratação oral em situações indicadas, com preparo conforme as instruções da embalagem. A mistura não deve ser feita de forma improvisada, porque uma concentração incorreta pode prejudicar o tratamento.

Como manter a hidratação ao longo do dia

  • Leve uma garrafa de água para o trabalho, a escola, viagens e atividades ao ar livre.
  • Beba líquidos em intervalos regulares, mesmo quando não estiver com sede.
  • Inclua frutas e alimentos frescos na rotina, como melancia, laranja, melão, abacaxi, tomate e folhas.
  • Evite deixar a água exposta ao sol ou dentro de veículos fechados por longos períodos.
  • Em casa, mantenha a água em recipiente limpo e protegido de contaminações.
  • Durante exercícios, faça pausas para beber água e reduza a intensidade se surgirem tontura, fraqueza ou náusea.
  • Observe a frequência e a coloração da urina. Urina muito escura ou em pequeno volume pode indicar necessidade de maior atenção à hidratação.

A alimentação também ajuda na reposição de líquidos. Frutas, verduras e preparações leves podem contribuir para o consumo diário de água. No entanto, esses alimentos não substituem a ingestão regular de líquidos, principalmente quando há suor intenso.

Cuidados para quem trabalha ou se exercita ao ar livre

Trabalhadores rurais, profissionais da construção civil, entregadores, vendedores ambulantes, agentes públicos e outras pessoas que permanecem sob o sol enfrentam risco maior de desidratação e estresse térmico.

Nessas atividades, é importante programar pausas frequentes em locais sombreados ou ventilados, manter o acesso à água e utilizar roupas leves, de preferência claras e que permitam a circulação de ar. Sempre que possível, tarefas mais pesadas devem ser concentradas nos horários de menor calor.

O Ministério da Saúde recomenda evitar esforços físicos intensos entre 10h e 16h durante períodos de calor extremo. Quando a atividade não puder ser adiada, a equipe responsável deve organizar pausas, acesso à água e acompanhamento dos trabalhadores.

Quem pratica caminhada, corrida, ciclismo ou outro exercício ao ar livre deve preferir o início da manhã ou o fim da tarde. Mesmo nesses horários, é necessário verificar a temperatura e a umidade do ar, usar proteção adequada e interromper o exercício diante de qualquer sinal de mal-estar.

Crianças, idosos e gestantes exigem atenção redobrada

Crianças pequenas podem não pedir água espontaneamente, enquanto idosos podem perceber menos a sede. Por isso, familiares e cuidadores devem oferecer líquidos várias vezes ao dia, sem esperar que a pessoa manifeste necessidade.

Bebês em aleitamento materno devem seguir as orientações do profissional de saúde responsável. Para crianças maiores, a oferta de água deve ser frequente. Em caso de febre, vômitos ou diarreia, a avaliação deve ser mais cuidadosa, principalmente quando há redução da urina, sonolência ou dificuldade para ingerir líquidos.

Gestantes, pessoas com deficiência, indivíduos com doenças crônicas e quem usa medicamentos contínuos também podem apresentar maior vulnerabilidade ao calor. A hidratação deve ser acompanhada de medidas para manter o ambiente fresco e reduzir a exposição direta ao sol.

O guia do Ministério da Saúde sobre mudanças climáticas e saúde recomenda atenção especial a esses grupos durante períodos de temperaturas extremas.

Sinais de desidratação e estresse pelo calor

Os primeiros sinais podem incluir sede, boca seca, cansaço, fraqueza, dor de cabeça, tontura, náusea, cãibras e redução da quantidade de urina. A pele pode ficar quente e úmida, especialmente após esforço físico.

Ao identificar esses sintomas, a pessoa deve interromper a atividade, ir para um local fresco ou sombreado, retirar o excesso de roupa e beber água em pequenos goles, desde que esteja consciente e consiga engolir. Se o mal-estar não melhorar rapidamente, é necessário procurar atendimento.

Confusão mental, desmaio, convulsão, dificuldade para respirar, vômitos persistentes, temperatura corporal muito elevada ou incapacidade de beber são sinais de gravidade. Nessas situações, a orientação é buscar atendimento médico imediato. A insolação é uma emergência e pode causar danos ao cérebro, coração, rins e músculos.

Enquanto o atendimento não chega, a pessoa deve ser levada para um ambiente fresco e ventilado. Não é recomendado oferecer líquidos a alguém desacordado, confuso ou com dificuldade para engolir, devido ao risco de engasgo.

Hidratação deve vir acompanhada de outros cuidados

Beber água é essencial, mas não elimina os riscos associados à exposição prolongada ao calor. Para proteger a saúde, é preciso combinar hidratação com sombra, roupas leves, proteção para a cabeça, redução da atividade física nos horários mais quentes e ventilação adequada dos ambientes.

Dentro de casa, pode ser útil fechar cortinas ou persianas durante os períodos de maior insolação e abrir as janelas quando o ar externo estiver mais fresco. Banhos em temperatura confortável, alimentos leves e descanso também ajudam a reduzir o desconforto.

Em Mato Grosso, os cuidados devem ser reforçados sempre que houver previsão de calor intenso ou baixa umidade. A consulta a fontes oficiais, como o Inmet e as secretarias de Saúde, permite acompanhar alertas e ajustar a rotina com antecedência.

A hidratação no calor em Mato Grosso é uma medida simples, mas precisa ser contínua. Manter água disponível, observar os grupos mais vulneráveis e reconhecer os sinais de alerta são atitudes que ajudam a prevenir complicações nos dias de temperaturas elevadas.