sábado, 24 de outubro de 2026
SAÚDE

Dicas para manter a hidratação nos dias quentes de Mato Grosso

Veja como manter a hidratação nos dias quentes de Mato Grosso, quais bebidas priorizar, quem precisa de atenção redobrada e quando procurar atendimento de saúde.

A hidratação nos dias quentes de Mato Grosso exige atenção durante todo o dia, especialmente quando as temperaturas sobem e a umidade do ar diminui. A recomendação principal é beber água regularmente, sem esperar a sede aparecer, além de adaptar a rotina para reduzir a exposição ao calor intenso.

O Instituto Nacional de Meteorologia acompanha episódios de calor extremo no estado, com previsão de temperaturas que podem superar 40 ºC em algumas áreas. Em períodos assim, o corpo perde mais líquido por meio do suor e precisa de reposição frequente para manter a temperatura e o funcionamento adequado dos órgãos.

Segundo o Ministério da Saúde, a exposição prolongada ao calor pode provocar desidratação, cãibras, mal-estar, insolação e golpe de calor. Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores que permanecem ao ar livre estão entre os grupos que precisam de cuidados redobrados.

Por que o calor aumenta o risco de desidratação

A água participa da regulação da temperatura corporal, da circulação do sangue, da digestão e do transporte de nutrientes. Quando o ambiente está muito quente, o organismo aumenta a transpiração para liberar calor. Se a perda de líquido não for compensada, podem surgir sinais de desidratação.

Em Mato Grosso, o risco pode ser maior durante períodos de tempo seco, quando a umidade relativa do ar fica baixa. Nessa situação, a sensação de ressecamento pode atingir a pele, os olhos, a boca e as vias respiratórias. Mesmo sem perceber uma transpiração intensa, a pessoa pode perder líquido ao longo do dia.

A sede é um aviso importante, mas não deve ser o único parâmetro para beber água. Crianças pequenas podem não pedir líquidos, e pessoas idosas podem ter uma percepção de sede reduzida. Por isso, a oferta deve ocorrer em intervalos regulares.

1. Beba água em pequenas quantidades ao longo do dia

A melhor estratégia é distribuir o consumo de líquidos durante a manhã, a tarde e a noite. Manter uma garrafa por perto ajuda a transformar a hidratação em hábito, seja em casa, no trabalho, na escola ou durante deslocamentos.

Não é necessário esperar a garganta ficar seca ou a sede aumentar. Beber pequenos volumes várias vezes ao dia costuma ser mais fácil do que tentar repor todo o líquido de uma só vez. Em atividades físicas ou trabalhos pesados, a necessidade pode aumentar, principalmente quando há exposição direta ao sol.

A quantidade ideal varia conforme idade, peso, alimentação, nível de atividade, temperatura e condições de saúde. Pessoas com doenças cardíacas, renais ou outras condições que exigem controle de líquidos devem seguir a orientação de um profissional de saúde, sem aumentar o consumo por conta própria.

2. Priorize água e cuidado com bebidas que não substituem a hidratação

A água deve ser a principal bebida nos dias quentes. Água filtrada ou potável pode ser consumida ao longo do dia, inclusive antes e depois de atividades ao ar livre.

Água de coco e sucos naturais podem fazer parte da alimentação, mas não precisam substituir a água. Já refrigerantes, bebidas energéticas e sucos industrializados costumam conter grande quantidade de açúcar e não são as melhores opções para manter a hidratação de forma habitual.

O consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado durante a exposição ao calor. Além de prejudicar a percepção dos sinais do corpo, o álcool pode favorecer a perda de líquidos e aumentar o risco de mal-estar. Bebidas com cafeína também devem ser consumidas com moderação, especialmente quando substituem a água.

Para quem tem dificuldade de beber água, uma alternativa é aromatizar a bebida com rodelas de limão, laranja, hortelã ou outras frutas. A mudança de sabor pode facilitar o consumo sem recorrer a bebidas açucaradas.

3. Leve uma garrafa ao sair de casa

O planejamento reduz o risco de passar várias horas sem beber água. Antes de sair, encha uma garrafa e verifique se haverá pontos de abastecimento no trajeto. Em viagens, passeios, caminhadas e atividades em áreas abertas, leve uma quantidade suficiente para o período previsto.

A garrafa deve ser mantida limpa e higienizada com frequência. Quando possível, use recipientes que conservem a temperatura da bebida e evite deixá-los expostos ao sol por longos períodos.

Em locais com grande circulação de pessoas, não compartilhe copos ou garrafas. A higiene das mãos e dos recipientes também contribui para reduzir o risco de doenças que podem causar vômitos e diarreia, problemas que aumentam a perda de líquidos.

4. Adapte o horário de atividades ao ar livre

O Ministério da Saúde orienta evitar esforços físicos intensos nos horários mais quentes, especialmente entre 10h e 16h, quando a radiação solar e o calor costumam ser mais fortes. Sempre que possível, atividades como caminhada, corrida, manutenção de áreas externas e trabalho pesado devem ser programadas para o início da manhã ou o fim da tarde.

Quem precisa trabalhar ao ar livre deve fazer pausas frequentes em locais sombreados ou ventilados. A reposição de água deve ocorrer antes que apareçam fraqueza, tontura ou dor de cabeça. Roupas leves, de cores claras e que permitam a transpiração também ajudam o corpo a lidar com o calor.

O uso de chapéu ou boné e a aplicação de protetor solar protegem contra a exposição direta ao sol, mas não substituem a hidratação nem o descanso em local fresco.

5. Dê atenção especial a crianças, idosos e gestantes

Crianças podem perder líquidos rapidamente e nem sempre reconhecem ou comunicam a sede. Pais, responsáveis e profissionais de educação devem oferecer água em intervalos regulares e observar mudanças de comportamento, irritação, sonolência ou redução da disposição.

Em bebês, a amamentação deve ser mantida conforme a orientação de saúde. A oferta de outros líquidos ou soluções deve seguir recomendação profissional, especialmente nos primeiros meses de vida.

Idosos também precisam ser lembrados de beber água, mesmo quando não relatam sede. O Ministério da Saúde recomenda atenção redobrada a esse grupo em dias muito quentes. Familiares e cuidadores podem organizar horários de oferta de líquidos e observar sinais como boca seca, fraqueza, confusão mental ou redução da urina.

Gestantes, pessoas com deficiência e indivíduos com doenças crônicas também podem precisar de acompanhamento mais próximo. Em caso de dúvida sobre volume de líquidos, medicamentos ou restrições alimentares, a orientação deve ser buscada com uma equipe de saúde.

6. Inclua alimentos ricos em água

Frutas, verduras e preparações leves contribuem para a ingestão diária de líquidos. Melancia, melão, laranja, tangerina, abacaxi, pepino, tomate e folhas são exemplos de alimentos que podem fazer parte das refeições em dias de calor.

Saladas, frutas frescas e refeições menos gordurosas também tendem a ser mais confortáveis quando a temperatura está elevada. A alimentação, porém, não substitui o consumo regular de água.

É importante manter os alimentos refrigerados e observar as condições de higiene, principalmente em períodos de calor. Preparações deixadas fora da geladeira por muito tempo podem estragar e causar vômitos ou diarreia, levando à perda adicional de líquidos.

7. Saiba reconhecer os sinais de desidratação

Os sinais iniciais podem incluir sede intensa, boca seca, cansaço, fraqueza, dor de cabeça, tontura, urina mais escura e diminuição da frequência urinária. Cãibras, náuseas e mal-estar também podem aparecer após exposição prolongada ao calor.

Ao perceber esses sintomas, a pessoa deve interromper a atividade, procurar um local fresco, descansar e beber água em pequenos goles, se estiver consciente e sem vômitos persistentes. A exposição ao sol deve ser interrompida, e roupas apertadas ou excessivas podem ser afrouxadas.

Confusão mental, desmaio, convulsão, dificuldade para respirar, pele muito quente, fraqueza intensa ou incapacidade de ingerir líquidos são sinais de gravidade. Nesses casos, é necessário procurar atendimento de urgência. O golpe de calor é uma emergência médica e pode evoluir rapidamente.

Quando usar o soro de reidratação oral

O soro de reidratação oral é indicado principalmente para prevenir e tratar a desidratação relacionada a episódios de diarreia e vômitos, conforme orientação do serviço de saúde. Ele contém água e sais em proporções adequadas para repor parte do que foi perdido.

O produto deve ser preparado exatamente como indicado na embalagem. Não é recomendado alterar a quantidade de água, acrescentar açúcar ou misturar outros ingredientes. Em casos de diarreia, a pessoa deve procurar atendimento se houver piora, sangue nas fezes, vômitos persistentes, febre, sinais de desidratação ou ausência de melhora.

O soro de reidratação oral não é uma bebida para substituir a água no dia a dia e não deve ser usado sem necessidade. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas merecem avaliação cuidadosa quando apresentam perda de líquidos.

Cuidados com a casa e com o carro

Durante os períodos mais quentes, mantenha os ambientes ventilados, feche cortinas ou persianas nas horas de maior incidência solar e procure permanecer em locais frescos. Banhos mornos ou frescos podem ajudar a reduzir o desconforto, sem a necessidade de mudanças bruscas de temperatura.

Nunca deixe crianças, idosos, animais ou pessoas que dependam de cuidados dentro de veículos estacionados. A temperatura interna pode subir rapidamente, mesmo quando o carro está à sombra ou com as janelas parcialmente abertas.

Também é importante acompanhar os alertas meteorológicos e observar as recomendações das autoridades locais. Previsões de calor intenso ou baixa umidade devem servir como sinal para antecipar pausas, organizar o consumo de água e reduzir atividades nos horários mais críticos.

Hidratação deve fazer parte da rotina

Manter a hidratação nos dias quentes de Mato Grosso não depende de uma única medida. O cuidado combina consumo regular de água, alimentação adequada, redução da exposição ao sol, pausas em locais frescos e atenção aos grupos mais vulneráveis.

A recomendação vale mesmo quando a pessoa ainda não sente sede. Ao primeiro sinal de tontura, fraqueza, dor de cabeça ou mal-estar, a atividade deve ser interrompida. Se os sintomas forem intensos ou acompanhados de confusão, desmaio ou convulsão, a busca por atendimento médico deve ser imediata.

Em períodos de calor extremo, a prevenção é a forma mais segura de evitar complicações. Uma garrafa de água à mão, horários mais adequados para as atividades e a observação dos sinais do corpo podem fazer diferença para enfrentar as altas temperaturas com mais segurança.