sexta-feira, 23 de outubro de 2026
SAÚDE

Cuidados com a pele durante o clima seco de Mato Grosso: veja como evitar ressecamento e irritações

Durante o período de estiagem em Mato Grosso, a baixa umidade do ar e as altas temperaturas podem aumentar o ressecamento da pele. Banhos rápidos e mornos, uso diário de hidratante, proteção solar e ingestão regular de água estão entre os principais cuidados recomendados.

O clima seco de Mato Grosso exige atenção especial com a pele. Durante o período de estiagem, a combinação de baixa umidade do ar, temperaturas elevadas, vento, poeira e exposição prolongada ao sol pode favorecer o ressecamento, a descamação, a coceira e o surgimento de irritações.

A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo. Quando perde água e oleosidade natural em excesso, essa barreira pode ficar mais vulnerável. O resultado pode ser uma sensação de repuxamento, aspereza, vermelhidão e maior sensibilidade a sabonetes, tecidos, poluentes e outros agentes irritantes.

Em Mato Grosso, a estiagem também costuma estar associada ao aumento do risco de queimadas e à piora da qualidade do ar. A fumaça pode irritar a pele e os olhos, especialmente em pessoas com alergias ou doenças dermatológicas preexistentes. Por isso, os cuidados devem combinar hidratação, proteção contra o sol e redução do contato com agentes que agravem o desconforto.

Por que o tempo seco resseca a pele

A baixa umidade relativa do ar aumenta a perda de água para o ambiente. Em condições de ar muito seco, a pele pode perder parte da hidratação natural com mais rapidez, sobretudo nas regiões expostas, como rosto, lábios, mãos, braços e pernas.

O problema pode ser intensificado por banhos quentes e demorados, uso excessivo de sabonete, fricção com toalhas ou buchas, vento e contato frequente com produtos de limpeza. Esses fatores removem parte da camada de gordura que ajuda a manter a água na superfície da pele.

O Ministério da Saúde reconhece que períodos de seca podem afetar a pele, os olhos e as vias respiratórias. Entre as medidas gerais recomendadas estão a ingestão regular de líquidos e o uso de hidratantes para a pele e os lábios. (bvsms.saude.gov.br)

Banho deve ser rápido e com água morna

Um dos cuidados mais importantes durante o clima seco é evitar banhos muito quentes. A água em alta temperatura pode retirar a oleosidade natural da pele e aumentar a sensação de ressecamento. O ideal é optar por banho rápido, com água morna, sem prolongar a exposição.

Também é recomendável evitar o uso de buchas ásperas e não esfregar a pele com força. Na limpeza diária, o sabonete deve ser usado de maneira moderada, principalmente nas áreas que realmente precisam de higienização mais intensa. Produtos suaves, sem fragrância forte e adequados ao tipo de pele tendem a provocar menos irritação.

Depois do banho, a pele deve ser seca com uma toalha macia, por meio de leves toques, sem fricção. A aplicação do hidratante logo em seguida ajuda a conservar parte da umidade deixada pela água.

Hidratante deve fazer parte da rotina

O hidratante pode ser aplicado diariamente, principalmente após o banho e sempre que houver sensação de repuxamento, aspereza ou descamação. A recomendação da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde para pessoas com pele seca ou dermatite atópica é aplicar o produto até poucos minutos depois do banho, ajudando a “selar” a umidade da pele. (bvsms.saude.gov.br)

A escolha do produto depende das características individuais. Cremes e loções com ação hidratante podem ser usados conforme a preferência e a tolerância da pessoa. Quem tem pele sensível deve observar se o produto provoca ardor, vermelhidão ou coceira e interromper o uso caso surja uma reação persistente.

Áreas mais expostas ao ressecamento, como mãos, cotovelos, joelhos, calcanhares e lábios, podem exigir reaplicação ao longo do dia. Em períodos de baixa umidade, carregar um hidratante labial pode ajudar a reduzir rachaduras e desconforto.

Não é necessário aplicar grande quantidade de produto. Uma camada uniforme, espalhada sem fricção excessiva, costuma ser suficiente. A hidratação deve ser contínua, e não apenas feita quando a pele já apresenta descamação intensa.

Proteção solar continua necessária

O tempo seco não reduz a necessidade de proteção contra a radiação ultravioleta. Em Mato Grosso, a exposição ao sol pode ocorrer durante atividades de trabalho, deslocamentos, exercícios e tarefas ao ar livre. O protetor solar deve ser usado nas áreas expostas, conforme as orientações do fabricante, com reaplicação quando indicada.

Chapéus, bonés, óculos escuros, roupas leves e de mangas compridas também podem contribuir para reduzir a exposição direta. Sempre que possível, é prudente evitar o sol mais intenso, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde.

O Ministério da Saúde orienta o uso de protetor solar, roupas apropriadas e acessórios como chapéu ou boné para proteger a pele. A recomendação vale mesmo em dias com temperaturas mais amenas, porque a radiação solar continua presente. (gov.br)

O protetor solar não substitui o hidratante em pessoas com pele seca. São cuidados diferentes: o hidratante ajuda a preservar a barreira cutânea, enquanto o filtro solar reduz a exposição à radiação ultravioleta.

Beber água ajuda, mas não substitui o hidratante

A hidratação do organismo é importante durante a estiagem, especialmente quando há calor intenso, suor ou prática de atividade física. A orientação geral é beber água ao longo do dia, sem esperar o aparecimento da sede.

Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas podem precisar de acompanhamento mais próximo para manter a ingestão adequada de líquidos. A quantidade ideal varia de acordo com idade, peso, atividade física, temperatura, alimentação e condições de saúde.

Beber água, porém, não substitui a aplicação de hidratantes na pele. A ingestão de líquidos contribui para o funcionamento do organismo, enquanto os produtos de uso tópico atuam diretamente na superfície cutânea e ajudam a reduzir a perda de água.

Em caso de orientação médica para limitar líquidos, como pode ocorrer em algumas doenças cardíacas ou renais, a pessoa não deve aumentar o consumo de água por conta própria. Nesses casos, a conduta deve seguir a recomendação do profissional responsável.

Fumaça e poeira podem agravar irritações

O período seco em Mato Grosso também pode ser marcado por queimadas e aumento da presença de fumaça no ar. Além dos impactos respiratórios, a poluição pode causar irritação nos olhos, na garganta e na pele. Documento da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso relaciona a baixa umidade, a fumaça e a concentração de poluentes a sintomas de irritação e agravamento de alergias. (saude.mt.gov.br)

Quando houver fumaça, a recomendação é reduzir a exposição, manter portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de poluentes e evitar atividades físicas ao ar livre. Ambientes internos devem ser mantidos limpos, preferencialmente com pano úmido, para diminuir a circulação de poeira.

Também é importante não queimar lixo, folhas ou outros materiais. Além de contribuir para a poluição, a fumaça pode piorar sintomas em pessoas com rinite, asma, dermatites e outras condições de saúde.

Se a pele tiver contato com fuligem ou poeira, a limpeza deve ser feita com água e produto suave, sem esfregar. O uso de álcool, solventes ou produtos caseiros agressivos pode aumentar a irritação.

Roupas e produtos de limpeza merecem atenção

Durante períodos secos, tecidos ásperos, lã e fibras sintéticas podem provocar coceira ou irritação em pessoas com pele sensível. Quando possível, é melhor escolher roupas macias e confortáveis, evitando peças apertadas ou que mantenham atrito constante.

O uso de uma peça de algodão entre a pele e tecidos mais ásperos pode reduzir o contato direto. Roupas suadas também devem ser trocadas, especialmente em dias quentes, porque o suor e o atrito podem intensificar o desconforto.

Sabão em pó, amaciantes, perfumes e outros produtos utilizados na lavagem podem desencadear irritações em algumas pessoas. Se houver relação frequente entre o uso de determinado produto e o aparecimento de coceira, vermelhidão ou descamação, é importante suspender o item e observar a evolução. Quadros recorrentes precisam de avaliação profissional.

Cuidados com crianças, idosos e pessoas com dermatite

Crianças pequenas e idosos podem apresentar maior sensibilidade a alterações de temperatura e umidade. Nesses grupos, é importante observar sinais de pele muito seca, fissuras, coceira intensa ou feridas provocadas pelo ato de se coçar.

Pessoas com dermatite atópica, psoríase, alergias ou histórico de pele sensível também podem ter piora durante o período seco. A hidratação diária e a manutenção do tratamento prescrito são medidas importantes, mas não se deve iniciar pomadas com corticoide, antibiótico ou outros medicamentos sem orientação profissional.

Em crianças, produtos destinados a adultos podem causar irritação. A escolha deve considerar a faixa etária e as orientações do pediatra ou dermatologista. Em idosos, a pele pode ser mais fina e vulnerável, exigindo limpeza delicada e hidratação regular.

Quando procurar atendimento

A pele ressecada geralmente melhora com medidas simples, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. Procure atendimento se houver feridas que não cicatrizam, sangramento, dor intensa, inchaço, secreção, bolhas, descamação extensa ou coceira que prejudique o sono e as atividades do dia a dia.

Também é importante buscar orientação quando a vermelhidão se espalhar rapidamente, surgir febre ou houver suspeita de infecção. Pessoas com doenças dermatológicas já diagnosticadas devem seguir o tratamento indicado e procurar o serviço de saúde se os sintomas se agravarem.

A automedicação pode mascarar sinais de doenças e atrasar o diagnóstico. Cremes com antibióticos, antifúngicos ou corticoides devem ser utilizados somente quando prescritos ou recomendados por profissional habilitado.

Checklist para atravessar a estiagem

Durante o clima seco de Mato Grosso, alguns hábitos ajudam a proteger a pele:

  • Tomar banhos rápidos, com água morna;
  • Evitar buchas e fricção excessiva;
  • Usar sabonete suave e sem excesso;
  • Aplicar hidratante logo após o banho;
  • Reforçar a hidratação de mãos, pés, cotovelos, joelhos e lábios;
  • Beber água regularmente, respeitando orientações médicas individuais;
  • Usar protetor solar nas áreas expostas;
  • Proteger a pele com chapéu, roupas adequadas e sombra;
  • Reduzir o contato com fumaça, poeira e produtos irritantes;
  • Procurar atendimento diante de feridas, infecção ou piora persistente.

O cuidado diário é a principal estratégia para preservar a barreira natural da pele durante a estiagem. Em Mato Grosso, onde o período seco pode combinar calor, baixa umidade e fumaça de queimadas, a prevenção deve ser mantida mesmo quando os sintomas ainda não apareceram.