sexta-feira, 23 de outubro de 2026
SAÚDE

Cuidados básicos ajudam a prevenir doenças em Mato Grosso

Medidas simples adotadas no dia a dia ajudam a prevenir doenças em Mato Grosso. Entre as principais orientações estão manter a vacinação atualizada, combater criadouros do Aedes aegypti, reforçar a higiene e procurar atendimento diante de sinais de alerta.

A prevenção de doenças em Mato Grosso depende de medidas simples, mas que precisam ser mantidas ao longo do ano. Manter a vacinação atualizada, eliminar recipientes que acumulam água, lavar as mãos, cuidar da qualidade dos alimentos e procurar atendimento diante de sintomas persistentes são atitudes que reduzem riscos para toda a comunidade.

As orientações são especialmente importantes em períodos de calor e chuvas, quando aumentam as condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso recomenda que a população observe os ambientes domésticos e busque assistência médica ao apresentar sinais compatíveis com essas doenças.

Segundo o Ministério da Saúde, o controle do mosquito continua sendo a principal forma de prevenção das arboviroses urbanas. A vacinação contra a dengue é uma ferramenta adicional e segue critérios definidos pelo Programa Nacional de Imunizações.

Vacinação deve ser acompanhada durante toda a vida

A vacinação não se limita à infância. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê imunizantes para diferentes fases da vida, incluindo gestantes, crianças, adolescentes, adultos, idosos e grupos com condições específicas de saúde. A proteção depende do cumprimento das doses indicadas e dos reforços previstos.

O Ministério da Saúde orienta que a população mantenha a caderneta atualizada e procure regularmente uma unidade de saúde para verificar eventuais doses em atraso. A falta do cartão de vacinação não impede a aplicação das vacinas indicadas; nesses casos, a equipe pode avaliar o histórico disponível e orientar a atualização do registro.

As vacinas ajudam a reduzir o risco de infecções e também diminuem a circulação de doenças na comunidade. Esse efeito é importante para proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes por orientação médica ou que apresentam maior risco de complicações.

Em relação à dengue, o calendário nacional prevê a vacinação para faixas etárias e públicos definidos pelo programa oficial. As regras podem ser atualizadas conforme a disponibilidade de doses e as orientações das autoridades de saúde. Por isso, a recomendação é consultar a unidade do SUS do município antes de se dirigir ao local.

Combate ao mosquito começa dentro de casa

A eliminação de criadouros do Aedes aegypti exige uma rotina de inspeção. O mosquito deposita ovos em recipientes com água parada, inclusive em pequenos volumes. Por isso, vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas, ralos, caixas-d’água, bandejas de geladeira e bebedouros de animais devem ser verificados com frequência.

Caixas-d’água e outros reservatórios precisam permanecer tampados. Calhas e lajes devem ser mantidas limpas para evitar o acúmulo de água. Vasos de plantas podem receber areia até a borda dos pratos, e materiais que não tenham utilidade devem ser descartados corretamente, sem deixá-los expostos à chuva.

O Ministério da Saúde recomenda uma inspeção semanal nos imóveis. A frequência é importante porque o ciclo de desenvolvimento do mosquito pode ocorrer rapidamente em condições favoráveis. A colaboração dos moradores também facilita o trabalho dos agentes comunitários de saúde e de controle de endemias.

Além do cuidado com o ambiente, medidas de proteção individual podem ser adotadas em áreas com transmissão. Repelentes registrados, roupas que cubram maior parte do corpo, telas em portas e janelas e mosquiteiros ajudam a reduzir o contato com o mosquito. O produto deve ser utilizado conforme as instruções do fabricante, com atenção especial às recomendações para crianças e gestantes.

Atenção aos sintomas de dengue, zika e chikungunya

Dengue, zika e chikungunya podem apresentar sintomas semelhantes, como febre, mal-estar, dor no corpo e dor de cabeça. A diferenciação depende da avaliação clínica e, quando indicado, de exames. Por isso, não é recomendável tentar confirmar a doença apenas com base em informações encontradas na internet.

Febre, dor atrás dos olhos, manchas na pele, náuseas, dores intensas no corpo ou nas articulações devem ser comunicadas a um profissional de saúde. Pessoas idosas, crianças pequenas, gestantes e indivíduos com doenças crônicas podem exigir atenção diferenciada.

Em caso de suspeita de dengue, é importante manter a hidratação conforme orientação profissional, repousar e não utilizar medicamentos por conta própria. Alguns remédios podem aumentar o risco de sangramentos ou agravar o quadro. Sinais como sangramento, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, dificuldade para respirar, desmaio ou piora repentina exigem busca imediata por atendimento.

Higiene ajuda a interromper a transmissão de infecções

A lavagem das mãos é uma das medidas mais simples para reduzir a transmissão de microrganismos. O procedimento deve ser feito antes de preparar ou consumir alimentos, depois de usar o banheiro, após tossir ou espirrar, ao chegar da rua e depois de tocar em superfícies potencialmente contaminadas.

Quando não houver água e sabão disponíveis, a solução alcoólica pode ser utilizada em situações apropriadas. A higiene das mãos, no entanto, não substitui cuidados de saneamento, limpeza dos ambientes e manipulação segura dos alimentos.

Frutas, verduras e outros alimentos consumidos crus devem ser higienizados de acordo com as orientações sanitárias. Carnes, ovos e preparações que exigem cozimento precisam ser mantidos em condições adequadas de conservação. Também é necessário evitar o consumo de produtos com embalagem violada, aparência alterada ou procedência desconhecida.

Água destinada ao consumo deve ser potável. Em locais onde há dúvidas sobre a qualidade da água, a população deve seguir as orientações da vigilância sanitária e dos serviços públicos responsáveis. A ingestão de água não tratada pode favorecer doenças gastrointestinais e outras infecções.

Cuidados em períodos de calor intenso

As altas temperaturas exigem atenção à hidratação, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A ingestão de líquidos deve ocorrer ao longo do dia, sem esperar o aparecimento de sede intensa. Atividades físicas e exposição direta ao sol devem ser reduzidas nos horários mais quentes.

Roupas leves, ambientes ventilados e proteção contra a radiação solar também ajudam a reduzir o risco de mal-estar. Em caso de tontura, fraqueza, confusão, náuseas ou desmaio após exposição ao calor, a pessoa deve ser levada para um local fresco e procurar atendimento, principalmente se os sintomas persistirem.

O cuidado deve ser ampliado durante atividades ao ar livre e trabalhos realizados sob o sol. O uso de chapéu, roupas adequadas e protetor solar, conforme as orientações do fabricante, contribui para diminuir a exposição excessiva à radiação ultravioleta.

Prevenção também envolve doenças respiratórias

Em situações de sintomas respiratórios, como tosse, coriza, dor de garganta ou febre, a recomendação é evitar contato próximo com pessoas mais vulneráveis, manter os ambientes ventilados e buscar orientação quando houver piora do quadro. A etiqueta da tosse, com uso de lenço ou proteção do rosto com o antebraço, reduz a dispersão de gotículas.

Pessoas com falta de ar, dor no peito, lábios arroxeados, sonolência intensa ou febre persistente devem procurar atendimento. Crianças pequenas, idosos e pacientes com doenças cardíacas, pulmonares ou imunológicas podem apresentar maior risco de complicações.

A vacinação prevista no calendário oficial também é uma medida importante contra doenças respiratórias e outras infecções. A indicação varia conforme a idade, a condição de saúde e o histórico vacinal, por isso a avaliação deve ser feita em uma unidade do SUS.

Doenças crônicas exigem acompanhamento regular

A prevenção não se resume às doenças infecciosas. Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e outros problemas crônicos também podem ser controlados com acompanhamento regular, alimentação equilibrada, atividade física orientada e uso correto dos medicamentos prescritos.

Interromper o tratamento por conta própria pode aumentar o risco de complicações. Consultas e exames devem ser realizados conforme a recomendação da equipe de saúde. A atenção básica é a porta de entrada preferencial para o acompanhamento de muitos desses casos e para ações de prevenção.

Também é importante evitar o tabagismo, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e manter uma rotina de sono adequada. Mudanças de hábito devem ser feitas de forma gradual e, quando necessário, com apoio de profissionais de saúde.

Quando procurar atendimento

A busca por uma unidade de saúde deve ocorrer diante de sintomas intensos, persistentes ou que piorem rapidamente. Febre prolongada, desidratação, sangramentos, falta de ar, dor forte, confusão mental e desmaio são sinais que não devem ser ignorados.

Em Mato Grosso, a população pode procurar a unidade básica de saúde de referência para orientações, vacinação, acompanhamento e avaliação inicial. Em situações de emergência, deve buscar o serviço de urgência disponível no município.

Cuidados básicos não eliminam todos os riscos, mas reduzem a probabilidade de adoecimento e ajudam a identificar precocemente problemas de saúde. A prevenção depende da participação dos moradores, da atuação dos serviços públicos e do acesso a informações confiáveis. Para orientações atualizadas, a população deve consultar os canais oficiais do Governo de Mato Grosso e do Ministério da Saúde.