A baixa umidade em Mato Grosso exige atenção dos moradores nesta segunda-feira (28). Avisos meteorológicos emitidos para diferentes regiões do estado apontam umidade relativa do ar entre 20% e 30%, faixa associada a perigo potencial, com baixo risco imediato à saúde e de incêndios florestais, mas que requer medidas preventivas.
O tempo seco pode provocar ressecamento das mucosas, irritação nos olhos, nariz e garganta, dor de cabeça, tontura e piora de sintomas respiratórios. O cenário também favorece a propagação do fogo em áreas de vegetação, principalmente quando há temperaturas elevadas, ventos e ausência de chuva. (radarmeteorologico.com.br)
As recomendações principais são beber água ao longo do dia, evitar atividades físicas ao ar livre nos horários de maior calor, reduzir a exposição direta ao sol e não realizar queimadas. Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Umidade pode ficar abaixo de 30% em áreas do estado
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu avisos de baixa umidade para regiões de Mato Grosso com validade ao longo desta segunda-feira. Em parte dos municípios alcançados, os índices podem variar entre 30% e 20% durante as horas mais secas do dia.
O aviso é classificado como perigo potencial. Essa categoria não significa que todos os moradores terão problemas de saúde, mas indica uma condição meteorológica que pode aumentar o desconforto, agravar doenças preexistentes e elevar a vulnerabilidade de áreas rurais e urbanas diante de focos de incêndio.
Os horários mais críticos costumam ocorrer entre o fim da manhã e o meio da tarde, quando a temperatura sobe e a umidade relativa tende a atingir os menores valores. Por isso, atividades físicas intensas, trabalhos ao ar livre e exposição prolongada ao sol devem ser planejados com cautela.
Os avisos meteorológicos podem mudar de acordo com a atualização dos modelos de previsão. A orientação é acompanhar os canais oficiais do INMET e da Defesa Civil, especialmente em municípios que estejam sob alerta específico.
Calor intenso amplia os efeitos do tempo seco
O quadro de baixa umidade ocorre em um período de temperaturas elevadas e de transição para a estação chuvosa no Centro-Oeste. Mesmo com a possibilidade de pancadas isoladas em algumas localidades, o volume e a distribuição das chuvas ainda podem ser insuficientes para recuperar de forma significativa a umidade do solo em grande parte de Mato Grosso.
Em Poconé, por exemplo, o boletim municipal VIGIAR divulgado nesta segunda-feira prevê temperaturas máximas de até 40°C nos dias 28 e 29 de setembro. O documento também aponta umidade relativa entre 20% e 49% no período de 28 de setembro a 2 de outubro, com os menores índices concentrados nos primeiros dias da semana. (pocone.mt.gov.br)
O mesmo boletim classifica a radiação ultravioleta como extrema, com índice previsto entre 12 e 13. A recomendação é utilizar protetor solar, chapéu ou boné, óculos com proteção contra raios ultravioleta e roupas adequadas, além de buscar locais com sombra e evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h.
O calor intenso aumenta a perda de líquidos pelo organismo. Quando combinado com a baixa umidade, pode intensificar a sensação de ressecamento e favorecer sinais de desidratação, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Hidratação deve ser mantida mesmo sem sede
A ingestão frequente de água é uma das medidas mais importantes durante os períodos de tempo seco. A recomendação é não esperar a sensação de sede para beber líquidos, já que a sede pode aparecer depois que o organismo já começou a perder água.
Também é importante manter uma alimentação leve, com frutas, verduras e legumes, e evitar o consumo excessivo de bebidas que favoreçam a perda de líquidos. Roupas leves, folgadas e de cores claras ajudam a reduzir o desconforto causado pelo calor.
Em casa, a população pode umidificar os ambientes, principalmente os quartos e os locais onde permanecem crianças, idosos ou pessoas com problemas respiratórios. A medida pode ser feita com equipamentos próprios ou com alternativas simples, desde que sejam adotados cuidados para evitar mofo e excesso de umidade.
O uso de umidificadores deve seguir as orientações do fabricante e não substitui a ventilação adequada do ambiente. Recipientes com água precisam ser mantidos fora do alcance de crianças e animais e devem ser higienizados para evitar a proliferação de mosquitos.
Quem tem doença respiratória precisa redobrar os cuidados
A baixa umidade pode irritar as vias respiratórias e agravar sintomas de rinite, asma, bronquite e outras doenças. Crianças, idosos e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias formam os grupos que exigem maior atenção durante o tempo seco.
Entre os sinais que podem aparecer estão garganta seca, ardência nos olhos, tosse, coriza, cansaço, dor de cabeça, tontura e falta de ar. A presença de fumaça de queimadas pode piorar a qualidade do ar e aumentar a irritação das mucosas.
Quando houver fumaça intensa, a orientação divulgada pelo município de Poconé é manter portas e janelas fechadas e, em ambientes externos, utilizar máscaras do tipo PFF2 ou N95 caso a concentração de fumaça esteja elevada. Pessoas com sintomas persistentes ou dificuldade para respirar devem procurar atendimento de saúde.
O boletim municipal informou que, no período analisado, a qualidade do ar em Poconé estava classificada como boa, com concentrações previstas de material particulado fino abaixo do limite usado para essa categoria. A avaliação, porém, pode mudar caso ocorram queimadas ou aumento da presença de fumaça. (pocone.mt.gov.br)
Atividades físicas devem ser evitadas nos horários mais secos
A prática de exercícios ao ar livre deve ser reduzida nos horários de maior calor e menor umidade. A recomendação vale principalmente para corridas, partidas esportivas, caminhadas longas e atividades que exigem esforço físico intenso.
Quando não for possível adiar o trabalho ou o exercício, é importante fazer pausas em locais frescos e sombreados, utilizar roupas adequadas, beber água com frequência e observar sinais de mal-estar. A exposição direta ao sol também deve ser limitada, com uso de proteção para a pele e para os olhos.
Escolas, empresas e responsáveis por atividades externas devem considerar as condições meteorológicas para organizar tarefas durante os períodos mais críticos. A programação pode ser adaptada para o início da manhã ou para o fim da tarde, quando as condições tendem a ser menos severas.
Período seco aumenta o risco de queimadas
A baixa umidade resseca a vegetação e facilita a propagação das chamas. Em Mato Grosso, o risco é agravado pelo período de estiagem, que normalmente concentra temperaturas elevadas, baixa ocorrência de chuva e aumento da disponibilidade de material vegetal seco.
O boletim VIGIAR de Poconé informa que o período de seca no município se estende de maio a outubro. O documento também registra que o período proibitivo de queimadas no estado vai de 1º de julho a 30 de novembro. (pocone.mt.gov.br)
A população não deve colocar fogo em lixo, folhas, terrenos, pastagens ou áreas próximas de matas. Pontas de cigarro não devem ser descartadas em rodovias, terrenos baldios ou margens de áreas de vegetação. Uma pequena chama pode se espalhar rapidamente quando o solo está seco e há vento.
Em caso de fumaça, fogo ou incêndio, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193. A comunicação rápida ajuda a reduzir o tempo de resposta e pode evitar que o incêndio alcance imóveis, estradas, áreas de preservação ou propriedades rurais.
Baixa umidade também afeta o solo e a agricultura
Os efeitos do tempo seco não se limitam à saúde da população. A redução da umidade do solo preocupa produtores que iniciam o plantio da safra de verão, especialmente de soja e milho.
Em análise divulgada em 22 de setembro, o INMET informou que os baixos volumes de chuva e as temperaturas elevadas mantinham a umidade do solo em níveis reduzidos em grande parte de Goiás e Mato Grosso. Segundo o órgão, pancadas isoladas podem criar condições momentaneamente favoráveis ao plantio, mas não garantem a água necessária para a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras.
O instituto destacou que a distribuição e a continuidade das chuvas são tão importantes quanto o volume registrado em um único episódio. O plantio com disponibilidade hídrica limitada pode resultar em germinação irregular, falhas no estande e necessidade de replantio. (portal.inmet.gov.br)
A orientação aos produtores é acompanhar as previsões meteorológicas, verificar as condições locais do solo e considerar as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático antes de definir as operações de campo.
Como agir durante o alerta
Durante a vigência de avisos de baixa umidade, os moradores de Mato Grosso devem beber água regularmente, evitar exposição prolongada ao sol, reduzir o esforço físico entre o fim da manhã e o meio da tarde e manter os ambientes limpos e ventilados.
Também é recomendável proteger crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, observar sintomas de desidratação e evitar atividades que possam provocar incêndios. A população deve consultar os avisos atualizados antes de programar trabalhos ou exercícios ao ar livre.
O alerta de baixa umidade é uma orientação preventiva. A adoção de medidas simples reduz os riscos individuais e ajuda a impedir que o tempo seco se transforme em um problema maior, principalmente com a combinação de calor, fumaça, vegetação ressecada e chuva irregular.








